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Cultura

Dinâmicas para projeto e intervenção a partir da literatura

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No dia 30 de novembro, quinta-feira, a partir das 8h, será realizado, na PUC-SP, o evento “Seminário PLIT: Dinâmicas para Projeto e Intervenção a partir da Literatura”.

Com base na literatura, em sentido amplo e em diálogo com outras áreas e formas de conhecimento, pressupomos ações que possam ser promovidas no plano social, por meio de iniciativas e práticas diversas — com propósito de agregar, incluir e melhorar a vida das pessoas. Estimulados por conversas e performances trazidas pelos participantes da programação do evento-seminário PLIT, gostaríamos de materializar esse pensamento propositivo de maneira criativa, convidando o público a imaginarmos, juntos, possíveis intervenções.

O PLIT (Programa-Laboratório Integrado Transdisciplinar) é uma proposta experimental que promove a aproximação da literatura com outras áreas do conhecimento a partir de uma perspectiva de pesquisa inovadora e com objetivo de gerar impacto social.

CONVIDADOS (em ordem alfabética)

Denise Stoklos, atriz e dramaturga

Dimy Unclear, grafiteiro

Eduardo Nicolau, fotógrafo e editor (Jornal Estado de S.Paulo 1997-2020)

Emma Jova, atriz e os grupos de teatro: Benvinda Cia e Geometrias (In)Congruentes

Eva Furnari, escritora e ilustradora

Gabriela Romeu, jornalista e curadora

Renata Meirelles, educadora e documentarista (Territórios do Brincar)

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“Manifesto inclusivo”, com estudantes do ensino fundamental II, integrantes do Projeto AEL Mauricio de Sousa, na escola EMEF Júlio de Grammont (DRE São Mateus)

SERVIÇO

Dia: 30 de novembro

Horário: 8h-17h (intervalo para almoço das 12 às 13h)

Local: PUC-SP (R. Monte Alegre, 984 – Perdizes). Auditório: 117A

Público: Aberto ao público em geral, permite inscrição especial aos educadores da rede pública de ensino, pesquisadores e outros interessados.

Inscrições para o público geral: https://forms.gle/ttcKwLASp4Wu6RKP8

Inscrições para professores da rede municipal: https://forms.gle/tdAVv2LLPD4MeV2s7

BENVINDA CIA

A Benvinda Cia. nasceu em 2016 a partir do desejo de participantes de diferentes grupos teatrais da Cultura Inglesa de aprofundar sua investigação em práticas artísticas. Pesquisadores de uma linguagem Pop e contemporânea e da transposição da estética das histórias em quadrinhos para a cena, contou com apresentações e temporadas em teatros paulistanos como iNBOx Cultural, Parlapatões, Viga Espaço Cênico e Cia da Revista; e centros culturais como a Casa1, Centro Cultural Grajaú, Casa de Cultura Parelheiros, Centro Cultural Vila Formosa, Casa de Cultura Tremembé e o Centro Cultural da Diversidade, além de apresentações em escolas da rede municipal e escolas particulares. O grupo investe na colaboração entre seus atores-criadores e direção, criando dramaturgias completamente autorais que dialogam com o mundo que nos cerca, e expande sua pesquisa para outras mídias, com a publicação de duas HQs pela Editora Giostri (“Limonada” e “Ana e a Baleia”, ambas à partir de peças homônimas da companhia), peças podcasts, leituras dramáticas ilustradas, peças em formato digital, vídeos ensaísticos sobre a cultura pop e da realização de oficinas abertas nas linguagens do corpo e das artes visuais.

No dia 30 de Novembro, o diretor artístico da Benvinda Cia, João Hannuch, estará acompanhado da atriz e produtora Emma Jovanovic na PUC SP, em parceria com o projeto PLIT para discutir sobre as relações entre a literatura e a arte transmídia. Autor e ilustrador de três HQs publicadas como adaptações de peças do grupo, João é Mestre em Teatro POP e Transmídia pela Escola Superior de Artes Célia Helena, e abordará parte de sua pesquisa a partir da apresentação de suas publicações, de mind map ilustrado e trechos de vídeos ensaísticos e de leituras dramáticas realizadas pela Benvinda Cia, a fim de explorar as diferentes intervenções da literatura na sociedade e na educação, sobretudo na voltada a crianças e adolescentes.

DENISE STOKLOS

Nascida em 1950, em Irati, PR, é atriz, autora, diretora e professora.

Em 1972, graduou-se em Ciências Sociais pela PUC-PR e Jornalismo pela UFPR. Em 1968, iniciou sua carreira no Teatro em Curitiba-PR, desde então sendo dirigida no Rio e em São Paulo por diretores inesquecíveis como Antonio Abujamra. Em 1978 estudou Mímica em Londres iniciando sua carreira internacional. Em 1987 criou um estilo chamado “Teatro Essencial” – no qual usa o mínimo de recursos externos, só o corpo, a voz e um terceiro elemento que vem do intelecto, memória, intuição: a dramaturgia.

Ao longo de seus cinquenta e dois anos de carreira criou diversos Solos Teatrais que são mantidos em repertório permanente. Foi convidada para apresentá-los em 33 países.

Tem recebido prêmios no Brasil (Ordem do Mérito Cultural, Ordem do Rio Branco, Ordem do Pinheiro, Shell, APETESP, APCA, Mambembe) e no exterior (Romênia, Cuba, Edinburgh). Em 2013, recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Estadual do Centro Oeste – UNICENTRO, PR.

É uma das únicas atrizes brasileiras que trabalha apenas em teatro, não faz telenovelas.

Dias 15, 16 e 17 de dezembro fará um curso de imersão sobre performance a todos os interessados. Informações em seu Instagram @denisestoklosoficial.

DIMY UNCLEAR (@dimysp)

Grafiteiro paulistano iniciou sua trajetória em meados de 1998 tendo como suporte paredes para a realização de seus trabalhos. A busca pelo crescimento não cessou, atuando na área do design, criando estampas para diversas marcas de surf e dividindo seu tempo em uma produtora educacional. Hoje também assina seu trabalho com um símbolo.

EDUARDO NICOLAU

Fotógrafo com mais de 20 anos de experiência em redação de jornal. É formado em Fotografia pelo Senac.

Foi editor geral de fotografia do Jornal O Estado de S.Paulo entre 2010 e 2020 e fotógrafo (também do Estadão e Jornal da Tarde) de 1997 a 2010

Organizou e realizou cobertura fotográfica de quatro copas do mundo (Alemanha, África, Brasil e Rússia), três olimpíadas (Pequim, Londres e Brasil), crises civis no Haiti, Equador, eleições e viagens presidenciais (Vietnã e China)

Tem publicados os livros “Retrato de Jornal” (Letras do Brasil, 2013) e “Retratos” (Ipsis, 2022). Recebeu as seguintes premiações: Prêmio Estado de Jornalismo 2003, 2006 e 2009; Prêmio Líbero Badaró 2006; Prêmio Vladimir Herzog 2002. Indicado ao Prêmio Esso 2002 e 2006

EVA FURNARI

Nasceu em Roma em 1948 e veio para o Brasil com 2 anos de idade. Formou-se em Arquitetura pela USP e foi professora de artes no Museu Lasar Segall de 74 a 79.

Começou sua carreira de escritora e ilustradora de livros infantis e juvenis em 1980 e tem 64 livros publicados. Publicou, por quatro anos, histórias da Bruxinha nos suplementos infantis dos jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo. Seus livros foram publicados na Inglaterra, Turquia, China, Chile, México e muitos deles foram adaptados para o teatro.

Ao longo de sua carreira, foi premiada diversas vezes. Recebeu 8 vezes o Prêmio Jabuti pela CBL, foi premiada 9 vezes pela FNLIJ e recebeu o APCA pelo conjunto da obra.

www.evafurnari.com.br

@eva.furnari.oficial

GABRIELA ROMEU

Escritora, jornalista e documentarista, com mais de vinte anos de atuação em projetos que criam pontes entre infâncias.No jornal Folha de S.Paulo, editou o caderno Folhinha e coordenou o projeto Mapa do Brincar (www.mapadobrincar.com.br), vencedor do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo (2010).

Atua na crítica de teatro infantil, membro da APCA, e escreveu sobre literatura e cinema, sempre integrando diversas comissões de festivais, mostras e editais voltados à produção cultural para a infância. É curadora de exposições e instalações que circulam em diferentes espaços culturais (Sescs, festivais).

É autora de livros que recontam o real e o imaginário das infâncias brasileiras.

É corroteirista do documentário “Disque Quilombola” e diretora de “Meninos e reis” e “Quintais do Xingu”. Atuou como cocuradora da exposição “Trilhas do Brincar”, que circulou por três unidades do Sesc-SP, e das instalações “Inventário dos Cabinhas”, “Infâncias” e “Na rua dos Meninos” em unidades do Sesc e outros espaços culturais.

GEOMETRIAS (IN)CONGRUENTES

Geometrias (In)congruentes é uma metodologia de pesquisa para artes cênicas que serve tanto para improvisação guiada levada a público, como também para o uso interno em grupos artísticos e instituições de ensino a fim de desenvolvimento didático e criativo. Trata-se de um tabuleiro para se jogar teatro, uma ação cênica improvisada a partir de um jogo de dados. O tabuleiro é dividido em quatro áreas – luz, som, corpo e vídeo -, e os dados determinam o perfil da criação – características da qualidade de ação, imagem ou som gerada. Há um microfone no espaço, acessível a qualquer um que queira intervir nas cenas com comentários, depoimentos, leituras de materiais literários disponíveis ou quaisquer outras declamações.

Desenvolvida pelo artista transmidiático pernambucano Luiz Manuel, a metodologia investiga fruição e formação artística por meio da improvisação guiada, sob uma perspectiva tanto artística quanto sociológica. Propõe também uma reflexão acerca da autonomia do público, que faz uso de seu próprio repertório e bagagem cultural para a criação, interligando memória, identidade e jogo no espaço-tempo artístico e teatral.

No dia 30, o Núcleo de Treinamento Geometrias (In)congruentes estará presente na PUC-SP para participação no Projeto PLIT, apresentando uma rodada-demonstração do jogo, exibindo o mini-documentário da pesquisa e conduzindo um diálogo acerca das relações entre teatro, literatura, memória e performatividade. O coletivo pretende demonstrar as maneiras com que os atravessamentos da leitura na contemporaneidade podem ser levados à cena, por meio de improvisos que evocam os repertórios de cada indivíduo e põem em xeque os paradigmas atrelados ao purismo das artes e das linguagens.

RENATA MEIRELLES

Educadora e documentarista. Viaja pelo país estudando a infância brasileira e seus brincares.

Mestre em educação pela USP. Idealizadora do Projeto BIRA – Brincadeiras Infantis da Região Amazônica (www.projetobira.com) e do Projeto Território do Brincar (www.territoriodobrincar), uma co-realização com o Instituto Alana.

Publicou os livros “Giramundo e Outros Brinquedos e Brincadeiras dos Meninos do Brasil” (editora Terceiro Nome), vencedor do Prêmio Jabuti de 2008 e “Cozinhando no Quintal”, da mesma editora.

Curadora de exposições sobre o brincar em unidades do SESC: “Mais de Mil Brinquedos para a Criança Brasileira” – SESC Pompéia, “Trilhas do Brincar” SESC Santos, Santo André e Araraquara e “Brinquedos dos Meninos do Brasil”, Regional SESC Santa Catarina.

Diretora de diversos curtas-metragens sobre a temática do brincar, tais como como “Bambeia” e “Disque Quilombola”, vencedores de prêmios em festivais de cinema nacionais e internacionais.

Dirigiu os documentários “Território do Brincar”, uma co-produção de Maria Farinah Filmes e Ludus Videos, e “Brincar Livre: de dentro para fora”, que, em parceria com o Instituto Alana, acompanhou famílias diversas da Grande São Paulo durante a pandemia e registrou os processos pelos quais as crianças e suas brincadeiras passaram ao longo desse período.

 

 

SOBRE O PROJETO PLIT:

O PLIT, Programa-laboratório integrado transdisciplinar para formação acadêmica e pedagógica, é um projeto financiado pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), no Programa de Pós-Doutorado Estratégico. Engendrado na cultura de design e projeto (PIVETTI, 2019), o PLIT é uma proposta experimental destinada à idealização de modelos inter e transdisciplinares, que promove a aproximação da literatura com outras áreas do conhecimento a partir de uma perspectiva de pesquisa inovadora e tendo por objetivo final a criação de proposições de impacto social. Entendendo a pesquisa como método de inovação e experimentação, o projeto lança mão de uma abordagem experimental programática e investiga por que caminhos de concepção metodológica e crítica é possível se contribuir para uma formação em literatura que, baseada em transdisciplinaridade, possa articular pensamento, experiência e produção científica de modo a disparar práticas e intervenções de valia social, na educação e outros setores. Para isso, o Programa-laboratório propõe integrar processos e produtos, visando criar diversificadas oportunidades de engajamento para os pesquisadores, ampliar as relações com a literatura e a sociedade e valorizar uma formação de intercâmbio cultural, dentro e fora do espaço acadêmico, atraindo públicos diversos.

Coordenação: Diana Navas, supervisora e docente PUC-SP e Michaella Pivetti, designer-curadora e pesquisadora pós-doutoranda do PPGLCL, PUC-SP.

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A IA que ninguém cadastrou: o novo desafio das empresas

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A inteligência artificial já entrou nas empresas. Em muitos casos, porém, ela chegou antes das políticas, dos controles e da governança necessários para acompanhar sua expansão.

Funcionários recorrem a ferramentas como ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot para resumir documentos, elaborar relatórios, criar apresentações, analisar informações e escrever códigos. Muitas vezes, fazem isso simplesmente porque a tecnologia facilita o trabalho e aumenta a produtividade.

O problema começa quando essas ferramentas são utilizadas sem aprovação ou supervisão da organização, especialmente quando informações corporativas são inseridas em plataformas que não fazem parte do ambiente tecnológico controlado pela empresa.

Esse fenômeno ganhou um nome: Shadow AI.

O conceito se refere ao uso de ferramentas de inteligência artificial sem autorização, conhecimento ou supervisão formal da organização. E os números mostram que não se trata mais de um comportamento isolado.

No Brasil, uma pesquisa da SAP em parceria com a Oxford Economics revelou que 82% das empresas brasileiras afirmam que colaboradores utilizam ferramentas de IA de terceiros sem aprovação ou supervisão formal ao menos ocasionalmente. O levantamento ouviu 200 líderes empresariais no país e faz parte do estudo The Value of AI: Brazil 2026.

Mais preocupante do que a adoção em si são os efeitos associados a esse uso. Segundo a pesquisa, 43% das empresas brasileiras relatam vazamento de dados ou exposição de propriedade intelectual relacionados ao uso de IA, enquanto 32% apontam vulnerabilidades de segurança e 31% mencionam violações de compliance.

Os dados mostram um descompasso: a inteligência artificial está sendo incorporada rapidamente à rotina profissional, mas as estruturas de governança nem sempre avançam na mesma velocidade.

Outro levantamento ajuda a dimensionar o que pode estar sendo colocado em risco.O relatório Threat Labs Brasil 2026, da Netskope, aponta que a adoção de GenAI chegou a 100% das organizações analisadas no país. Ao mesmo tempo, os dados regulamentados representam 64% das violações de políticas relacionadas ao uso de GenAI, seguidos por código-fonte, com 21%, senhas e chaves de API, com 9%, e propriedade intelectual, com 7%. Os dados analisados pela empresa abrangem o período de março de 2025 a março de 2026.

Isso significa que o risco não está apenas no funcionário utilizar uma ferramenta não homologada. Está também no tipo de informação que pode acompanhar essa utilização.

Um documento interno pode ser resumido por uma ferramenta de IA. Um código proprietário pode ser utilizado para solucionar um problema de programação. Uma planilha pode ser analisada para encontrar padrões. Um relatório pode ser enviado para revisão.

Em todos esses casos, a pergunta que a empresa precisa fazer é a mesma: que informação está saindo do ambiente corporativo?

Um caso ocorrido nos Estados Unidos mostra que esse risco pode deixar de ser apenas uma hipótese.

Em maio de 2026, o Community Bank, subsidiária da CB Financial Services, comunicou à Securities and Exchange Commission (SEC) um incidente envolvendo o processamento de informações não públicas de clientes por um aplicativo de inteligência artificial não autorizado.

Entre os dados envolvidos estavam nomes, números de Social Security e datas de nascimento. Segundo o comunicado enviado à SEC, o episódio não provocou interrupção das operações do banco, do acesso dos clientes às contas ou serviços, dos sistemas de pagamento nem da infraestrutura central de tecnologia. Ainda assim, devido ao volume e à natureza sensível das informações, a instituição classificou o incidente como material e iniciou investigação e medidas de contenção.

O caso é particularmente relevante porque não se trata de um ataque convencional que derruba sistemas ou bloqueia arquivos. O problema surgiu dentro de um processo de uso de uma ferramenta de IA que não havia sido autorizada pela organização.

É justamente aí que o Shadow AI se torna difícil de administrar.

Proibir pode parecer a solução mais simples. Mas, se o funcionário precisa de determinada funcionalidade e não encontra uma alternativa segura, fácil e aprovada pela empresa, ele pode simplesmente procurar outra ferramenta por conta própria.

Uma pesquisa internacional da PagerDuty reforça esse comportamento. O levantamento, realizado com 1.250 profissionais de escritório nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Japão, mostrou que 66% já haviam utilizado ferramentas de IA no trabalho mesmo acreditando que seu uso não era permitido pela política da empresa. Além disso, 88% disseram ter compartilhado informações relacionadas ao trabalho com ferramentas públicas de IA, como ChatGPT, Claude ou Gemini.

Entre os dados compartilhados estavam e-mails e correspondências, informações de reuniões, dados de clientes e, em 31% dos casos, informações financeiras ou documentos e estratégias confidenciais da empresa.

Os números ajudam a mostrar que existe uma questão anterior à tecnologia: a relação entre política corporativa e comportamento real dos funcionários.

Se a regra diz “não use”, mas a ferramenta resolve um problema de maneira muito mais rápida do que os recursos disponibilizados pela organização, a política pode acabar sendo ignorada.

Por isso, o desafio não está simplesmente em bloquear a inteligência artificial.

Está em criar governança suficiente para permitir seu uso de forma segura.

Isso começa pela definição de regras claras. Quais ferramentas podem ser utilizadas? Que tipos de dados podem ser inseridos? O que deve permanecer exclusivamente dentro dos sistemas corporativos? Quem aprova uma nova ferramenta? Como os funcionários devem proceder quando precisam utilizar uma aplicação que ainda não foi avaliada?

Também é necessário combinar políticas com tecnologia. Controles de acesso, monitoramento, prevenção contra perda de dados e mecanismos capazes de identificar informações sensíveis podem ajudar a reduzir o risco de que dados corporativos sejam enviados para ambientes não autorizados.

Mas nenhum desses mecanismos substitui a orientação dos usuários.

O funcionário precisa saber não apenas o que não pode fazer, mas também qual é a alternativa segura disponível para realizar aquela tarefa.

O caminho seguro precisa ser também o caminho mais simples.

Essa discussão acontece em paralelo a um debate maior sobre o próprio papel da regulamentação da inteligência artificial.

Nos Estados Unidos, a questão ganhou força em 2026 com a disputa entre uma abordagem federal e iniciativas dos estados. O governo de Donald Trump passou a defender medidas para evitar que diferentes estados estabelecessem regras consideradas excessivamente restritivas ou fragmentadas para a IA. Ao mesmo tempo, estados continuaram avançando com propostas e leis próprias envolvendo temas como uso de IA por empregadores, proteção de crianças, transparência e responsabilidade de desenvolvedores.

Em junho de 2026, uma ordem executiva da Casa Branca afirmou que os Estados Unidos deveriam evitar regulações consideradas excessivamente onerosas para a inovação em IA e determinou ações voltadas à segurança e ao combate ao uso criminoso da tecnologia.

A controvérsia revela uma questão que interessa diretamente ao setor privado: como equilibrar inovação, competitividade e liberdade de desenvolvimento com segurança, privacidade, transparência e responsabilidade?

É um debate que não deve ser reduzido à escolha entre regular ou não regular.

Para as empresas, existe uma questão mais imediata: mesmo enquanto governos discutem os limites da regulamentação, a tecnologia já está sendo utilizada dentro das organizações.

Esperar que uma nova lei defina todas as respostas pode significar deixar uma lacuna de governança justamente durante o período em que o uso da IA mais cresce.

A própria evolução das ferramentas torna esse desafio permanente. Modelos generativos estão sendo incorporados a softwares corporativos, mecanismos de busca, plataformas de produtividade e sistemas de atendimento. A IA deixa de ser uma aplicação isolada e passa a fazer parte de processos que antes nem eram identificados como “uso de inteligência artificial”.

Isso torna ainda mais difícil separar o que é IA autorizada do que é Shadow AI.

Uma política eficiente, portanto, precisa acompanhar essa transformação. Não basta criar uma lista de ferramentas permitidas e proibidas. É necessário estabelecer princípios para o uso de dados, critérios de avaliação de novas aplicações, responsabilidades e processos de atualização.

Governança também significa reconhecer que o funcionário não é necessariamente o problema.

Em muitos casos, ele está apenas respondendo a uma demanda do negócio com a ferramenta que tem à disposição.

Se a empresa quer controlar o uso da inteligência artificial, precisa oferecer alternativas capazes de atender às mesmas necessidades de maneira segura e eficiente.

A inteligência artificial pode representar ganhos importantes de produtividade, inovação e competitividade. O desafio é garantir que esses ganhos não sejam acompanhados por uma perda de controle sobre informações estratégicas.

O Shadow AI é, portanto, menos uma questão de proibir ferramentas e mais uma questão de compreender como elas estão sendo utilizadas.

A empresa que conhece esse uso consegue estabelecer regras mais realistas, proteger seus dados e, ao mesmo tempo, aproveitar o potencial da tecnologia.

Porque a inteligência artificial já está dentro das empresas.

A questão agora é saber se a organização também está dentro da inteligência artificial com governança, responsabilidade e segurança suficientes para acompanhar essa transformação.

*Gerson Lopes de Almeida é diretor de Negócios e Tecnologia da Moov4.

Executivo de tecnologia com mais de 20 anos de experiência em liderança de equipes, gestão de infraestrutura, arquitetura de soluções, projetos de transformação digital e serviços de TI. Possui sólida experiência na condução de processos de modernização tecnológica, reestruturação organizacional e integração entre áreas de tecnologia e negócios. Ao longo de sua carreira, desenvolveu forte capacidade de gestão de equipes multidisciplinares, planejamento estratégico, governança de TI e relacionamento com áreas executivas.

Sobre a Moov4

A Moov4 é uma holding estratégica de tecnologia que atua como advisor e integradora de soluções, apoiando empresas na adoção segura e eficiente de tecnologias voltadas à inteligência artificial, cibersegurança, dados e infraestrutura. Seu ecossistema reúne a InfraDB, especializada em dados e ambientes corporativos; a Moonitor, plataforma de governança e operações de inteligência artificial; a TBRSafe, focada em cibersegurança; além da frente de Infraestrutura e Cloud, dedicada à modernização tecnológica, computação em nuvem e gestão de ambientes críticos. Com foco em inovação, governança e geração de valor, a Moov4 ajuda organizações a transformar tecnologia em vantagem competitiva.

 

FONTE: Gerson Lopes de Almeida

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Ciência

Quando a anistia restrita é aplicada.

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A anistia é um instrumento jurídico que permite ao Estado perdoar determinados crimes, extinguindo a punibilidade ou impedindo que o autor seja responsabilizado. Geralmente, esse tipo de medida é utilizado em contextos políticos — períodos de transição democrática, tensões sociais, conflitos internos ou momentos de grande polarização.

Para especialistas, a anistia cumpre uma função importante para reconstrução institucional, mas também pode gerar debate por seus limites e consequências.

 

 Anistia Ampla: um perdão sem fronteiras legais

A anistia ampla é aquela que atua de forma abrangente, “cobrindo” a maioria — ou até a totalidade — dos envolvidos em um período de conflito político ou social. Ela não diferencia autorias, motivações ou tratamentos.

Características da anistia ampla

  • Abrange quase todos os crimes cometidos em um contexto específico.
  • Beneficia tanto opositores políticos quanto agentes estatais.
  • Pode incluir crimes graves, dependendo da lei aprovada.
  • Normalmente é pensada como parte de um processo rápido de pacificação.

No Brasil, o exemplo mais conhecido é o da Lei de Anistia de 1979, promulgada durante o regime militar. Apesar de ter sido celebrada por permitir o retorno de exilados e libertar presos políticos, a lei também beneficiou agentes da repressão, gerando críticas que permanecem até hoje.

Especialistas em direitos humanos afirmam que a amplitude da medida acabou dificultando investigações sobre violações graves, como tortura e desaparecimentos forçados.

📣 O que dizem os especialistas?

Segundo juristas, a anistia ampla costuma “apagar” o passado de forma mais brusca, o que pode ajudar na restauração institucional, mas também impedir processos de reconciliação baseados no esclarecimento da verdade.

 

Anistia Restrita: limites e critérios mais rigorosos

A anistia restrita é diferente. Trata-se de uma forma de perdão mais controlada, aplicável a grupos específicos ou a certos tipos de delitos.

Características da anistia restrita

  • Só perdoa crimes selecionados pela lei.
  • Normalmente exclui crimes graves, como:
    • tortura
    • homicídio qualificado
    • estupro
    • terrorismo
  • Pode exigir critérios como reparação, colaboração com a Justiça ou confissão.

Esse modelo busca equilibrar o desejo de pacificação com a necessidade de responsabilização, evitando que pessoas envolvidas em crimes graves fiquem impunes.

🧭 Quando a anistia restrita é aplicada?

Em processos de transição democrática de diversos países — como Chile, Argentina e África do Sul — modalidades de anistia restrita foram utilizadas junto a comissões de verdade, permitindo que o país avançasse sem abrir mão da memória histórica.

 

 A disputa entre o “esquecer” e o “lembrar”

A discussão entre anistia ampla e restrita não é apenas jurídica — ela representa um choque entre dois caminhos políticos:

Caminho 1: pacificação rápida

  • O foco é “virar a página”.
  • Evita conflitos e tensões institucionais.
  • Tende à anistia ampla.

Caminho 2: justiça e responsabilização

  • O foco é esclarecer o passado.
  • Exige investigação e reconhecimento de erros.
  • Tende à anistia restrita.

No Brasil, as disputas sobre qual modelo é mais adequado costumam refletir o clima político de cada época. Em momentos de polarização, o debate volta com força.

 

 

Maria Helena Duarte, professora de Direito Constitucional:
“Toda anistia é um ato político. A diferença está no grau de responsabilidade que a sociedade está disposta a assumir sobre seu próprio passado.”

Rafael Motta, pesquisador de Direitos Humanos:
“A anistia ampla pode impedir que a sociedade compreenda a dimensão das violações cometidas. Já a restrita permite avançar com mais equilíbrio, sem apagar a necessidade de justiça.”

 

Linha do tempo resumida das anistias no Brasil
  • 1979: Lei da Anistia — ampla, geral e irrestrita; marco do processo de abertura política.
  • Anos 1990–2000: Debates sobre a revisão da lei, especialmente em casos de violações graves.
  • Anos recentes: O tema ressurge em discussões políticas contemporâneas, reacendendo debates sobre responsabilidade e limites do perdão estatal.

 

 Conclusão

Compreender a diferença entre anistia ampla e restrita é essencial para entender como o Brasil — e qualquer sociedade — lida com períodos de conflito e transição. Enquanto a anistia ampla busca pacificação imediata, a restrita tenta equilibrar perdão e justiça, preservando a memória coletiva.

O debate permanece vivo, e sua evolução depende tanto do ambiente político quanto da capacidade do país de refletir sobre seu passado sem medo de encarar as próprias contradições.

 

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Colunistas

GRINGOS – Club For Homme em FLoripa by Ivo Brandalise está todo repaginado e com muitas novidades para este verão, contará também com a presença de gringos e os homens mais belos do Brasil .

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Experiência PREMIUM: Além de latinos calientes; espanhóis, italianos, arabes, africanos e americanos por @na_ tela aguardam você com drinks  autorais, loft cinema e muito mais na maior sauna do Sul do país.

 

Florianópolis ferve. O verão chegou trazendo turistas internacionais, corpos esculturais e desejos à flor da pele. É nesse cenário que o Club For Homme by Ivo Brandalise se reinventa e se consolida como o endereço mais intenso e desejado da estação.

 

Totalmente repaginado, o clube recebe gringos de todas as partes do mundo e os homens mais belos do Brasil, criando uma mistura irresistível de sotaques, olhares e conexões. Latinos calientes, espanhóis sedutores, italianos charmosos, árabes misteriosos, africanos imponentes e americanos provocantes já circulam pelos corredores da maior sauna masculina do Sul do país.

 À frente dessa experiência está Ivo Brandalise, empresário que domina a arte de reunir pessoas, provocar encontros e transformar espaços em verdadeiros templos de liberdade e sofisticação.

 

O Club For Homme entrega muito mais do que se espera:

🔥 sauna seca e a vapor

🔥 bar com drinks autorais e marcas premium

🔥 fumódromo

🔥 cabines confortáveis e discretas

🔥 espaço cinema, duchas modernas e áreas cruising

 

Tudo pensado para estimular os sentidos, com máximo conforto, limpeza impecável e segurança absoluta.

  

Com uma agenda semanal cuidadosamente provocante, o Club For Homme promete noites intensas, encontros inesperados e experiências que ficam na pele… e na memória.

 

📍 Florianópolis …endereço: Rua General Bittencourt número  317.  centro de FLORIANÓPOLIS

📲 Informações e acesso via WhatsApp (48) 99629 0277

📸 Siga e acompanhe: @forhommesaunafloripa

 

Neste verão, a sauna não é apenas um lugar. É onde o desejo acontece.

Você vai resistir?

 Confira também em @na_tela by Miguel GREGÓRIO conteúdo com os homens mais belos do Brasil, diversos temas e pautas  importantes para comunidade  lgbtqia+ .

 

FONTE: Matéria Mathaus  Arabe Sanchez @math_arabe_sanchez

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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