Negócios
Dia Nacional da Inovação: conheça empresas brasileiras que apostam em soluções inovadoras para mudar a sociedade
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O Dia Nacional da Inovação é celebrado no dia 19 de outubro e foi criado com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de soluções e negócios disruptivos no Brasil. As startups, empresas de base tecnológica com capacidade para escalar soluções de mercado, e outras empresas inovadoras, têm sido responsáveis por diversas transformações no país, impulsionando o avanço de tecnologias e proporcionando melhorias para diferentes públicos e setores.
Em celebração a data, reunimos algumas startups e empresas com foco em tecnologia que desenvolvem soluções para melhorar o futuro da sociedade quando dentro de diferentes segmentos como trabalho, educação, habitação, alimentação, mobilidade, eventos, alimentação e justiça.
Futuro do mercado de eventos corporativos
Quem já passou pela experiência de organizar um evento sabe o estresse que a tarefa pode causar. São diversas preocupações, como orçamento, local, equipe, data, alimentos. É por isso que a Treve, uma startup paulista trouxe para o mercado um app que promete mudar esta realidade, com uma plataforma que chega para simplificar a maneira como empresas planejam e executam seus encontros presenciais. Com uma abordagem 100% digital, a startup elimina as barreiras que muitas vezes acompanham a organização de eventos, permitindo que as empresas escolham fornecedores, comparem preços e planejem suas atividades com facilidade e conveniência, sem gastar horas ao telefone ou sem trocar centenas de mensagens pelo WhatsApp – muitas vezes não respondidas. Fundada em 2022, a Treve tem mais de 40 clientes, incluindo marcas como Zendesk, Mastercard e Amazon. A expectativa do negócio é chegar a um faturamento anual de aproximadamente R$ 4 milhões até 2024. A receita da startup é gerada a partir de um percentual do valor de cada evento organizado pela plataforma.
Futuro do turismo
Fundada em 2020, a Just Travel Tour é uma startup que trabalha para facilitar a vida de pequenos e médios agentes de turismo, sejam eles guias, agências ou produtores de conteúdo. Por meio da plataforma white label e sem custo de setup voltada ao turismo, pequenos e médios agentes do turismo passam a oferecer serviços de qualidade para seus clientes, além de ganharem acesso à um amplo portfólio de produtos como: preços competitivos, diversas soluções de pagamentos, proteção antifraude e flexibilidade para definir sua estratégia comercial. A Just Travel tabém oferece ao consumidor um site de e-commerce customizável, com layout flexível, configurado para desktop e responsivo para mobile.

Futuro do trabalho
A Woba é o maior ecossistema de escritórios flexíveis da América Latina, que já falava dos coworkings antes do segmento bombar no Brasil. Acompanhando o aumento de nômades digitais, a Woba incentivou o mercado de escritórios flexíveis, primeiro, por meio de uma plataforma de networking, e avançou, criando um marketplace de espaços compartilhados de trabalho. Quando o home office se fez obrigatório à grande parte da população durante a pandemia, a Woba se antecipou aos modelos de trabalho que viriam a se tornar comuns – remoto e híbrido –, orientando grandes empresas e executivos de todo o país, sendo porta-vozes desse mercado e criando soluções, como os escritórios sob medida (BTS). Hoje, a rede Woba de coworkings conta com mais de 2 mil espaços de trabalho em 250 cidades do Brasil, México e outras cidades da América Latina, e seus projetos BTS redesenham escritórios para uma nova cultura organizacional: moderna, flexível e que preza pela qualidade de vida.
Futuro da educação
Em pouco mais de um ano, a Escola Korú passou de uma aceleradora de oportunidades a um polo de conhecimento acelerador de carreiras. A mudança se deve, principalmente, à previsão de um apagão tecnológico no Brasil, que forma muito menos profissionais do que o necessário para preencher as vagas crescentes do mercado. O mercado precisa urgentemente de pessoas com conhecimento prático para dar sequência à transformação digital que estamos vivendo. Por isso, a Korú desenvolve cursos intensivos de 6 meses que têm a capacidade de suprir diversas funções da área tecnológica, por exemplo, as formações em Desenvolvimento de Software Full Stack, Marketing Digital, Produtos Digitais e Engenharia de Dados. A empresa também entende que o estudo é uma questão de oportunidade e por isso a escola funciona sistema de bolsas: as integrais são destinadas a mulheres, pessoas negras, LGBTQIA+, PcDs e pessoas sem um emprego formal; bolsas de até 75% são ofertadas aos demais candidatos. Em apenas oito meses, a startup concedeu mais de R$ 1 milhão em bolsas de estudo.
Também dentro do segmento educacional, temos a Teachy, uma startup de tecnologia educacional, fundada em 2022, que usa Inteligência Artificial para automatizar tarefas extrassala de aula de professores. A plataforma permite que professores criem atividades e avaliações, corrijam trabalhos e preparem aulas em minutos. A empresa é a primeira startup de IA da América Latina voltada para ajudar professores na preparação pedagógica, elaboração e avaliação de atividades, ofereceno mais de 200 mil exercícios para listas de atividades e avaliação, tendo uma base de dados alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a curadoria de um time de docentes de diversas áreas. Com a utilização da plataforma é possível que os professores possam reduzir em até 80% o tempo que gastam no desenvolvimento de suas atividades. Além do auxílio para elaboração dos conteúdos, a IA também ajuda os professores a avaliarem as atividades, fazendo uma correção prévia dos conteúdos.
Futuro da alimentação
Fundada há 28 anos, a Verdureira é a primeira empresa brasileira a entregar saladas gourmet prontas para consumo. A empresa atua em fazendas periurbanas, entre a zona rural e a cidade, possibilitando que a marca coloque sua produção no mercado em até 24 horas após a colheita. O modelo hidropônico de cultivo diminui a exposição a pragas, garante a produção em qualquer clima, com produtividade cinco vezes maior e reduz o consumo de água em 90% comparado às plantações convencionais. A proximidade da cidade garante, também, a redução das emissões de carbono e do desperdício. Após a colheita, a seleção das hortaliças é artesanal, que permite ainda mais qualidade na produção. As folhas são higienizadas e embaladas com tecnologia de atmosfera modificada capaz de preservar os nutrientes e frescor dos alimentos até o momento do consumo, sem a necessidade de conservantes. A marca também desenvolveu um sistema de rastreabilidade das hortaliças por meio de um QR Code disponível nas embalagens. O objetivo é poder rastrear o processo de produção de produtos in natura, que garante informação sobre o alimento, seu frescor e qualidade de ponta. Dessa forma, o consumidor tem a garantia da origem.
Futuro da habitação
A uCondo surgiu para otimizar a gestão de condomínios, um mercado que se expande no Brasil à medida que as gerações millennials e Z vêm deixando suas casas para viver em apartamentos, nas suas e em outras cidades. Os jovens adultos são motivados pelas facilidades e pela segurança dos condomínios e pelas oportunidades do entorno. Essa migração de pessoas acompanha o crescimento da globalização, que elimina as fronteiras do mercado de trabalho e gera novas profissões. A tecnologia da uCondo concentra em uma só plataforma a comunicação e a gestão completa do condomínio, conectando administrador, síndico, moradores e funcionários (como porteiro, zelador e auxiliar de limpeza), com funcionalidades que vão desde atividades cotidianas até às administrativas. O trabalho da uCondo é utilizar a tecnologia para atravessar as complicações da moradia na vida moderna.
Já a Construir Loteamentos tem como um dos objetivos ajudar a construir cidades melhores, o que inclui o planejamento sistemático de bairros e o desenvolvimento no entorno do novo bairro. A empresa é um dos principais players do mercado de desenvolvimento urbano e já desenvolveu 5 mil lotes em 7 milhões de m² com mais de 1 milhão de m² de áreas verdes preservadas. Os empreendimentos desenvolvidos pela companhia incluem soluções inovadoras, como bairros planejados e smart cities.
Futuro da mobilidade
Na década de 1990, o vale-transporte ainda era feito de papel e tamanha era sua circulação que começou a ser usado como segunda moeda para compras em padarias, supermercados e em outras transações financeiras, gerando uma grande evasão tarifária. Até que, em 1997, um projeto de bilhetagem trouxe para o Brasil uma tecnologia francesa de cartões inteligentes, que substituíram os bilhetes de papel e inauguraram uma nova era na mobilidade urbana do país. A criadora desse projeto pioneiro foi a Empresa 1, centro de inovação em mobilidade urbana que desenvolve tecnologias que agilizam os processos do serviço de transporte público, facilitam a circulação de pessoas pelas cidades e evitam fraudes no setor. Ao longo desses anos, a Empresa 1 foi do ticket de papel à biometria facial e continua investindo em inovação para que o transporte público seja uma solução e não um problema na vida das pessoas.
Futuro da Justiça
Os escritórios de advocacia convencionais estão com pilhas de processos em andamento e modelo tradicional do Direito no Brasil, que alcançou 80 milhões de processos em tramitação, que podem levar anos até sua resolução, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ainda é muito lento. Por não se identificarem com o modelo tradicional da profissão, o casal de advogados Lorena Lage e Robert Oliveira fundou, em 2015, a L&O Advogados, escritório com foco no preventivo jurídico e jurídico estratégico de negócios inovadores, com o objetivo de mitigar a burocracia e solucionar problemas antes que eles se tornem um processo judicial. A L&O Advogados entrou em 2023 com apenas duas ações judiciais em curso e, no histórico da empresa, são menos de 20 ações entre os mais de 1 mil clientes atendidos. Apenas no último ano, o escritório cresceu 130%. Referência no setor de inovação jurídica, a solução do escritório poderia ser multiplicada para todos os setores com o intuito de otimizar a Justiça brasileira.
Ainda na área jurídica, o Paulo Moraes Advocacia se destaca por ser o primeiro escritório especializado em direito imobiliário e digital do Tocantins, pioneiro no registro de contratos imobiliários em blockchain no estado. Com sede em Palmas e ampla atuação no Tocantins, também atende clientes em Goiás, São Paulo e Minas Gerais. A equipe é 100% formada por mulheres que fazem parte de grupos de inclusão, sendo negras ou LGBTQIAPN+. Por serem também cientistas da computação, as sócias do escritório, Flávia Paulo Oliveira e Ana Carolina Moraes, investem na tecnologia para tornar as entregas mais ágeis. Exemplo disso é o cruzamento de dados abertos de instituições públicas a partir de linguagens de programação para a análise de dados. A equipe também utiliza software de gestão jurídica e ferramentas automatizadas para controlar os processos internos do escritório e diminuir o tempo de pesquisa.
Colunistas
A IA que ninguém cadastrou: o novo desafio das empresas
A inteligência artificial já entrou nas empresas. Em muitos casos, porém, ela chegou antes das políticas, dos controles e da governança necessários para acompanhar sua expansão.
Funcionários recorrem a ferramentas como ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot para resumir documentos, elaborar relatórios, criar apresentações, analisar informações e escrever códigos. Muitas vezes, fazem isso simplesmente porque a tecnologia facilita o trabalho e aumenta a produtividade.
O problema começa quando essas ferramentas são utilizadas sem aprovação ou supervisão da organização, especialmente quando informações corporativas são inseridas em plataformas que não fazem parte do ambiente tecnológico controlado pela empresa.
Esse fenômeno ganhou um nome: Shadow AI.
O conceito se refere ao uso de ferramentas de inteligência artificial sem autorização, conhecimento ou supervisão formal da organização. E os números mostram que não se trata mais de um comportamento isolado.
No Brasil, uma pesquisa da SAP em parceria com a Oxford Economics revelou que 82% das empresas brasileiras afirmam que colaboradores utilizam ferramentas de IA de terceiros sem aprovação ou supervisão formal ao menos ocasionalmente. O levantamento ouviu 200 líderes empresariais no país e faz parte do estudo The Value of AI: Brazil 2026.
Mais preocupante do que a adoção em si são os efeitos associados a esse uso. Segundo a pesquisa, 43% das empresas brasileiras relatam vazamento de dados ou exposição de propriedade intelectual relacionados ao uso de IA, enquanto 32% apontam vulnerabilidades de segurança e 31% mencionam violações de compliance.
Os dados mostram um descompasso: a inteligência artificial está sendo incorporada rapidamente à rotina profissional, mas as estruturas de governança nem sempre avançam na mesma velocidade.
Outro levantamento ajuda a dimensionar o que pode estar sendo colocado em risco.O relatório Threat Labs Brasil 2026, da Netskope, aponta que a adoção de GenAI chegou a 100% das organizações analisadas no país. Ao mesmo tempo, os dados regulamentados representam 64% das violações de políticas relacionadas ao uso de GenAI, seguidos por código-fonte, com 21%, senhas e chaves de API, com 9%, e propriedade intelectual, com 7%. Os dados analisados pela empresa abrangem o período de março de 2025 a março de 2026.
Isso significa que o risco não está apenas no funcionário utilizar uma ferramenta não homologada. Está também no tipo de informação que pode acompanhar essa utilização.
Um documento interno pode ser resumido por uma ferramenta de IA. Um código proprietário pode ser utilizado para solucionar um problema de programação. Uma planilha pode ser analisada para encontrar padrões. Um relatório pode ser enviado para revisão.
Em todos esses casos, a pergunta que a empresa precisa fazer é a mesma: que informação está saindo do ambiente corporativo?
Um caso ocorrido nos Estados Unidos mostra que esse risco pode deixar de ser apenas uma hipótese.
Em maio de 2026, o Community Bank, subsidiária da CB Financial Services, comunicou à Securities and Exchange Commission (SEC) um incidente envolvendo o processamento de informações não públicas de clientes por um aplicativo de inteligência artificial não autorizado.
Entre os dados envolvidos estavam nomes, números de Social Security e datas de nascimento. Segundo o comunicado enviado à SEC, o episódio não provocou interrupção das operações do banco, do acesso dos clientes às contas ou serviços, dos sistemas de pagamento nem da infraestrutura central de tecnologia. Ainda assim, devido ao volume e à natureza sensível das informações, a instituição classificou o incidente como material e iniciou investigação e medidas de contenção.
O caso é particularmente relevante porque não se trata de um ataque convencional que derruba sistemas ou bloqueia arquivos. O problema surgiu dentro de um processo de uso de uma ferramenta de IA que não havia sido autorizada pela organização.
É justamente aí que o Shadow AI se torna difícil de administrar.
Proibir pode parecer a solução mais simples. Mas, se o funcionário precisa de determinada funcionalidade e não encontra uma alternativa segura, fácil e aprovada pela empresa, ele pode simplesmente procurar outra ferramenta por conta própria.
Uma pesquisa internacional da PagerDuty reforça esse comportamento. O levantamento, realizado com 1.250 profissionais de escritório nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Japão, mostrou que 66% já haviam utilizado ferramentas de IA no trabalho mesmo acreditando que seu uso não era permitido pela política da empresa. Além disso, 88% disseram ter compartilhado informações relacionadas ao trabalho com ferramentas públicas de IA, como ChatGPT, Claude ou Gemini.
Entre os dados compartilhados estavam e-mails e correspondências, informações de reuniões, dados de clientes e, em 31% dos casos, informações financeiras ou documentos e estratégias confidenciais da empresa.
Os números ajudam a mostrar que existe uma questão anterior à tecnologia: a relação entre política corporativa e comportamento real dos funcionários.
Se a regra diz “não use”, mas a ferramenta resolve um problema de maneira muito mais rápida do que os recursos disponibilizados pela organização, a política pode acabar sendo ignorada.
Por isso, o desafio não está simplesmente em bloquear a inteligência artificial.
Está em criar governança suficiente para permitir seu uso de forma segura.
Isso começa pela definição de regras claras. Quais ferramentas podem ser utilizadas? Que tipos de dados podem ser inseridos? O que deve permanecer exclusivamente dentro dos sistemas corporativos? Quem aprova uma nova ferramenta? Como os funcionários devem proceder quando precisam utilizar uma aplicação que ainda não foi avaliada?
Também é necessário combinar políticas com tecnologia. Controles de acesso, monitoramento, prevenção contra perda de dados e mecanismos capazes de identificar informações sensíveis podem ajudar a reduzir o risco de que dados corporativos sejam enviados para ambientes não autorizados.
Mas nenhum desses mecanismos substitui a orientação dos usuários.
O funcionário precisa saber não apenas o que não pode fazer, mas também qual é a alternativa segura disponível para realizar aquela tarefa.
O caminho seguro precisa ser também o caminho mais simples.
Essa discussão acontece em paralelo a um debate maior sobre o próprio papel da regulamentação da inteligência artificial.
Nos Estados Unidos, a questão ganhou força em 2026 com a disputa entre uma abordagem federal e iniciativas dos estados. O governo de Donald Trump passou a defender medidas para evitar que diferentes estados estabelecessem regras consideradas excessivamente restritivas ou fragmentadas para a IA. Ao mesmo tempo, estados continuaram avançando com propostas e leis próprias envolvendo temas como uso de IA por empregadores, proteção de crianças, transparência e responsabilidade de desenvolvedores.
Em junho de 2026, uma ordem executiva da Casa Branca afirmou que os Estados Unidos deveriam evitar regulações consideradas excessivamente onerosas para a inovação em IA e determinou ações voltadas à segurança e ao combate ao uso criminoso da tecnologia.
A controvérsia revela uma questão que interessa diretamente ao setor privado: como equilibrar inovação, competitividade e liberdade de desenvolvimento com segurança, privacidade, transparência e responsabilidade?
É um debate que não deve ser reduzido à escolha entre regular ou não regular.
Para as empresas, existe uma questão mais imediata: mesmo enquanto governos discutem os limites da regulamentação, a tecnologia já está sendo utilizada dentro das organizações.
Esperar que uma nova lei defina todas as respostas pode significar deixar uma lacuna de governança justamente durante o período em que o uso da IA mais cresce.
A própria evolução das ferramentas torna esse desafio permanente. Modelos generativos estão sendo incorporados a softwares corporativos, mecanismos de busca, plataformas de produtividade e sistemas de atendimento. A IA deixa de ser uma aplicação isolada e passa a fazer parte de processos que antes nem eram identificados como “uso de inteligência artificial”.
Isso torna ainda mais difícil separar o que é IA autorizada do que é Shadow AI.
Uma política eficiente, portanto, precisa acompanhar essa transformação. Não basta criar uma lista de ferramentas permitidas e proibidas. É necessário estabelecer princípios para o uso de dados, critérios de avaliação de novas aplicações, responsabilidades e processos de atualização.
Governança também significa reconhecer que o funcionário não é necessariamente o problema.
Em muitos casos, ele está apenas respondendo a uma demanda do negócio com a ferramenta que tem à disposição.
Se a empresa quer controlar o uso da inteligência artificial, precisa oferecer alternativas capazes de atender às mesmas necessidades de maneira segura e eficiente.
A inteligência artificial pode representar ganhos importantes de produtividade, inovação e competitividade. O desafio é garantir que esses ganhos não sejam acompanhados por uma perda de controle sobre informações estratégicas.
O Shadow AI é, portanto, menos uma questão de proibir ferramentas e mais uma questão de compreender como elas estão sendo utilizadas.
A empresa que conhece esse uso consegue estabelecer regras mais realistas, proteger seus dados e, ao mesmo tempo, aproveitar o potencial da tecnologia.
Porque a inteligência artificial já está dentro das empresas.
A questão agora é saber se a organização também está dentro da inteligência artificial com governança, responsabilidade e segurança suficientes para acompanhar essa transformação.
*Gerson Lopes de Almeida é diretor de Negócios e Tecnologia da Moov4.
Executivo de tecnologia com mais de 20 anos de experiência em liderança de equipes, gestão de infraestrutura, arquitetura de soluções, projetos de transformação digital e serviços de TI. Possui sólida experiência na condução de processos de modernização tecnológica, reestruturação organizacional e integração entre áreas de tecnologia e negócios. Ao longo de sua carreira, desenvolveu forte capacidade de gestão de equipes multidisciplinares, planejamento estratégico, governança de TI e relacionamento com áreas executivas.
Sobre a Moov4
A Moov4 é uma holding estratégica de tecnologia que atua como advisor e integradora de soluções, apoiando empresas na adoção segura e eficiente de tecnologias voltadas à inteligência artificial, cibersegurança, dados e infraestrutura. Seu ecossistema reúne a InfraDB, especializada em dados e ambientes corporativos; a Moonitor, plataforma de governança e operações de inteligência artificial; a TBRSafe, focada em cibersegurança; além da frente de Infraestrutura e Cloud, dedicada à modernização tecnológica, computação em nuvem e gestão de ambientes críticos. Com foco em inovação, governança e geração de valor, a Moov4 ajuda organizações a transformar tecnologia em vantagem competitiva.
FONTE: Gerson Lopes de Almeida
Destaque
Criação de lojas online e sites é com a Mox Mídia.
Hoje em dia, podemos afirmar que é fundamental ter um site profissional para vender online seus produtos e serviços, além de contextualizar o público sobre a sua empresa. Além disso, para grande parte dos negócios, o segmento online representa uma quantidade significativa das vendas, tanto orgânicas quanto via campanhas.
Na Mox Mídia, toda a nossa inteligência tecnológica é voltada a desenvolver produtos ou sistemas para suprir a necessidade dos nossos clientes. Criar um website ou um sistema de gestão requer muito mais do que uma ideia ou uma equipe de programadores. Requer um time que analise os seus processos, entenda suas necessidades e construa uma solução definitiva para o seu problema.
Um website precisa ter um conteúdo único, explicativo, vendedor e bem escrito. Mas não podemos esquecer de manter a estrutura perfeito para buscadores. Este é o segundo fator mais importante para o sucesso da sua empresa no Google.
Nossa preocupação é construir uma base sólida para humanos e para a máquina, seguindo uma semântica ideal para indexar o seu site e trazer bons resultados orgânicos.
Um grande aumento nas vendas online. Uma empresa que destaca-se em criação de lojas online e sites á a Mox Mídia do Brasil.
CONTATO:
E-mail: moxmidia@moxmidia.com.br
Telefone/ Whatsapp: (41) 9 9735-5599
Ciência
Proteção ocular no verão: sete cuidados essenciais para evitar irritações e manter a visão saudável.
Brasília entra no verão marcada por uma brusca mudança climática. Depois de enfrentar meses de baixa umidade — que em setembro costuma atingir níveis abaixo de 20%, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) — a capital passa, entre outubro e janeiro, para o período de chuvas intensas.
A umidade sobe rapidamente, chegam tempestades, o vento aumenta e as temperaturas permanecem elevadas, criando um ambiente que impacta diretamente a saúde dos olhos.
Com mais atividades ao ar livre, aumento da radiação UV e contato frequente com piscina, chuva, poeira e ar-condicionado, as irritações oculares tendem a crescer. Segundo o Ministério da Saúde, as conjuntivites — especialmente as de origem viral — costumam registrar maior circulação nessa época do ano, favorecidas pela combinação de calor, umidade e ambientes coletivos.
Diante desse cenário, o oftalmologista Marcelo Taveira explica sete cuidados fundamentais para atravessar a estação com mais segurança ocular.
- Priorizar óculos de sol com proteção UV real
Em Brasília, onde a incidência de radiação solar é alta durante todo o ano — com índices UV frequentemente classificados como “muito altos” ou “extremos”, segundo o Inmet — a proteção adequada é indispensável. Lentes escuras sem filtro UV dilatam a pupila e deixam entrar ainda mais radiação. A recomendação é adquirir óculos com garantia comprovada de proteção UVA e UVB.
- Evitar abrir os olhos dentro da piscina
Nas semanas mais quentes, piscinas públicas e de condomínios ficam lotadas. O cloro, usado em maior volume para dar conta da demanda, irrita a superfície ocular. Vermelhidão, ardência e conjuntivite química são comuns. Óculos de natação bem ajustados ajudam a prevenir queimaduras e inflamações.
- Cuidado redobrado no mar — e também na chuva forte
Brasília não tem mar, mas muitos brasilienses viajam para o litoral nesta época. Lá, o sal resseca os olhos e o vento carrega grãos de areia capazes de arranhar a córnea. Já na capital, as chuvas intensas arrastam poeira e poluentes, que podem entrar nos olhos e causar irritação. Após exposição, lavar o rosto com água limpa ajuda a minimizar danos.
- Manter as mãos limpas e evitar esfregar os olhos
O calor aumenta a transpiração e o contato das mãos com o rosto. Isso facilita a transmissão de vírus e bactérias — especialmente em ambientes compartilhados como shoppings, piscinas e academias. Esfregar os olhos pode machucar a córnea e piorar quadros alérgicos.
- Usar colírios lubrificantes quando houver ressecamento
Mesmo após o fim da seca, o ar-condicionado continua sendo um vilão comum no verão brasiliense, principalmente em escritórios e carros. Ele reduz a umidade do ar e acelera a evaporação da lágrima. Colírios lubrificantes devolvem o conforto. Já os vasoconstritores, que “tiram o vermelho”, devem ser evitados por mascararem o problema.
- Não compartilhar objetos pessoais
No verão, as conjuntivites virais tendem a se espalhar mais, devido ao contato próximo em festas, viagens e áreas de lazer. Toalhas, fronhas, óculos, maquiagens e máscaras de dormir devem ser de uso individual para evitar contaminação.
- Ficar atento aos sinais de alerta
Vermelhidão intensa, dor, secreção amarelada, sensibilidade à luz e visão borrada exigem avaliação imediata. “Muitos problemas comuns do verão têm solução simples; o que não pode acontecer é ignorar os sintomas”, reforça o oftalmologista Marcelo Taveira.
No período em que Brasília transita do clima seco extremo para chuvas volumosas, a atenção redobrada com os olhos torna-se essencial. Cuidados simples protegem contra lesões, desconfortos e infecções — permitindo aproveitar o verão, na capital ou no litoral, com mais saúde e segurança visual.
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